Conceito free-from

Hoje, a informação está cada vez mais fácil e rápida de ser acessada. Curiosos, interessados e estudiosos têm um universo de respostas logo na primeira página do Google, o que nos torna consumidores mais informados, conscientes e confiantes no que queremos (ou não queremos).

No universo dos dermocosméticos, esse fácil acesso às informações trouxe uma preocupação maior em entender o que os rótulos querem nos dizer. Afinal, entre aqueles nomes super complicados, o que tem dentro do produto que passo na minha pele?

Um primeiro ponto a ser destacado: todo contra-rótulo de um cosmético ou dermocosmético deve conter a sua composição. Os nomes dos ativos ali presentes são o “INCI Name” (International Nomenclature of Cosmetic Ingredients), um sistema internacional de codificação da nomenclatura de ingredientes cosméticos.

Ué, mas por que os nomes desses ativos não vêm em português, para todo mundo entender?

Segundo a Anvisa, existem algumas vantagens:

  1. Para o consumidor, permite que ele identifique os ingredientes de uma formulação em qualquer lugar do mundo;
  2. Existe uma grande diversidade de sinônimos relacionados a um único ingrediente. Dessa forma, usando o INCI, os erros de interpretação na leitura de componentes podem ser minimizados;
  3. A indústria que vende os ingredientes cosméticos pode nomeá-los de diferentes formas, com nomes criativos e seguindo uma estratégia comercial do seu interesse. É importante que um ativo “x” seja sempre chamado de “x”, independente de quem faça essa venda.

O segundo ponto a ser colocado: a confiabilidade na informação. É importante buscar fontes seguras – não se contente com a primeira página do Google. Procure especialistas, pergunte para as marcas, troque ideias com seus amigos e valide aquela informação que você tanto precisa.

Aqui na Singú, a gente acredita muito na troca e na transparência, por isso deixamos bem claro o que não entra nos nossos produtos de jeito nenhum. Estamos alinhados com as novas orientações dermatológicas e com as questões problemáticas na toxicologia dos cosméticos:

  • Parabenos: conservante usado em diversas indústrias há mais de 80 anos, que protege o produto contra a ação de fungos e bactérias, evitando a sua contaminação. A Anvisa regulamenta a concentração máxima desse ativo em 0,4% de cada parabeno e 0,8% de parabeno total no produto. Qual a polêmica envolvendo esse conservante? Atualmente, tanto a Sociedade Americana de Câncer (ACS), quanto a Agência Internacional pelo Estudo do Câncer (IARC), que faz parte da Organização Mundial da Saúde (OMS), afirmam que não existem provas contundentes que possam relacionar os parabenos com o desenvolvimento de câncer.
    Porém, outros estudos apontam que o consumo de produtos que possuem parabeno pode causar alergias cutâneas e o envelhecimento precoce da pele. Nesse caso, preferimos retirar das nossas formulações.

  • Óleos minerais: também conhecidos como petrolato (derivado de petróleo), são usados nas formulações pela sua capacidade hidratante. Porém, é uma substância comedogênica, ou seja, pode obstruir os poros, facilitando o aparecimento de cravos. Além disso, o óleo mineral é oclusivo, ou seja, forma um filme na pele que impede a evaporação excessiva de água. Ao ser retirado, essa hidratação desaparece e a causa do ressecamento da pele não é combatida. Outro ponto importante, agora para o meio-ambiente: diferente dos óleos vegetais, o óleo mineral não é proveniente de uma fonte renovável e a substância não se mistura com a água, chegando até os rios. 

Além dessas substâncias, todos os nossos produtos são cruelty-free. Mas isso já é assunto para o próximo bate-papo 😉

Ficou com alguma dúvida? Pergunta para a gente!

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